Keblinger

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Colada à tua boca a minha desordem

| quinta-feira, 23 de junho de 2011


Colada à tua boca a minha desordem.
O meu vasto querer.
O incompossível se fazendo ordem.
Colada à tua boca, mas
escomedida
Árdua
Construtor de ilusões examino-te
ôfrega
Como se fosses morrer colado à
minha boca.
Como se fosse nascer
E tu fosses o dia magnânimo
Eu te sorvo extremada à luz do
amanhecer.
Hilda Hilst




Se te pareço noturna
e inperfeita
Olha-me de novo.
Porque esta noite
Olhei-me a mim,
como se tu me olhasses
E era como se a água
Desejasse...
Hilda Hilst




"Te amo ainda que isso te fulmine ou que um soco na minha cara me faça menos osso e mais verdade"
Hilda Hilst


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